A Coca-Cola teve as atividades suspensas em uma de suas maiores unidades no Brasil após uma suspeita de contaminação identificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida atingiu a fábrica localizada em Fortaleza, no Ceará, e ocorreu em junho de 2025, gerando repercussão em todo o país.
De acordo com o ministério, a decisão foi tomada de forma preventiva, logo após técnicos detectarem um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção. O problema levou à paralisação temporária da fabricação de refrigerantes na unidade.
LEIA TAMBÉM
Produção foi interrompida após falha no sistema
Somente a partir dos dias seguintes à suspensão é que o governo detalhou o motivo da medida envolvendo a Coca-Cola. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o lote considerado suspeito ficou retido no estoque da empresa e não chegou a ser distribuído aos supermercados.
Ainda conforme o ministro, o produto passaria por análises mais aprofundadas. Ele ressaltou que a possibilidade de contaminação era considerada baixa e, mesmo que confirmada, não representaria risco à saúde da população.
Durante esclarecimentos públicos, Carlos Fávaro explicou que a Coca-Cola não utiliza substâncias proibidas no Brasil. Ele destacou que a empresa não emprega monoetilenoglicol ou dietilenoglicol, lembrando que esses compostos estiveram envolvidos em um caso grave ocorrido em uma cervejaria anos atrás.
Segundo o ministro, o sistema de resfriamento da linha de produção usa etanol alimentício, o que afasta qualquer risco significativo ao consumidor e reduz a necessidade de alarde.
Fábrica só reabriu após correção do problema
A unidade da Coca-Cola em Fortaleza permaneceu fechada até que o vazamento fosse completamente corrigido. Em nota, a Solar, responsável pela fabricação dos produtos da marca, informou que a suspensão ocorreu em consonância com o Ministério da Agricultura.
A empresa afirmou ainda que realizou testes rigorosos para garantir a segurança dos refrigerantes antes da retomada das atividades.
Em comunicado oficial, a Solar Coca-Cola esclareceu que o episódio se refere a um contexto operacional ocorrido em junho de 2025 e que foi rapidamente resolvido. A companhia destacou que todas as suas unidades seguem em plena atividade.
Atualmente, a Solar opera 13 fábricas no Brasil, todas submetidas a padrões globais de segurança e qualidade, incluindo certificações como ISO 9001 e FSSC 22000. A empresa reforçou o compromisso com a transparência e manteve seus canais de comunicação abertos para esclarecimentos.
Caso reforça importância da fiscalização
O episódio envolvendo a Coca-Cola reforçou a relevância dos protocolos de fiscalização e monitoramento na indústria de alimentos e bebidas. A atuação rápida do Ministério da Agricultura, aliada à cooperação da fabricante, garantiu que nenhum produto suspeito chegasse ao consumidor.
