📅 Baseado no artigo original do Far Out Magazine.
Todo ano, Hollywood promete entregar experiências cinematográficas inesquecíveis. E entrega mesmo — só que às vezes pelo motivo errado. Em meio a produções promissoras como Dune: Part Three (Villeneuve) e The Odyssey (Nolan), também surgem aquelas que já nascem com cheiro de fracasso, seja por escolhas de elenco, timing político, cansaço de franquias ou simplesmente… falta de noção.
Inspirados pela seleção nada sutil do Far Out Magazine, trazemos aqui os 5 filmes de 2026 que têm tudo para afundar feio. E sim, alguns já estão se afogando no trailer.
1. Supergirl (dir. Craig Gillespie)
🎯 Diagnóstico: Super-Desnecessário
Quando o trailer de Supergirl chegou, a internet reagiu como se tivesse visto uma versão genérica do Superman em slow motion e sem alma.
Apesar da protagonista ser a talentosa Milly Alcock (de House of the Dragon), o visual do filme soa plástico, inexpressivo e tão sem vida quanto um briefing de marketing aprovado por 14 executivos em sequência.
O projeto parece mais uma tentativa de arrancar lucro da carcaça já esgotada do gênero de super-heróis — e como o original de 1984 foi um retumbante fracasso, a nova versão já entra no ringue com o nariz sangrando.
Spoiler? O público não aguenta mais salvar o mundo com uniforme colado e roteiro reciclado.
2. Scream 7 (dir. Kevin Williamson)
🔪 Diagnóstico: Slasher do Desespero
Você pode amar Pânico (nós também amamos!), mas a franquia já virou uma piada dentro da própria piada. Com a morte de personagens centrais e a saída de Melissa Barrera (demitida após se posicionar sobre a Palestina) e Jenna Ortega, Scream 7 está mais para um spin-off cansado do que uma continuação com fôlego.
“Scream 7 está fadado ao fracasso, não só pela trama previsível, mas por toda a confusão nos bastidores.”
O Ghostface já virou Uber de roteiro — aparece em qualquer lugar, mata qualquer um e volta no próximo filme. Talvez o maior plot twist agora seria deixar essa história… morrer.
3. Focker-in-Law (dir. John Hamburg)
👨👨👧👦 Diagnóstico: Piada Velha, Receita Nova
Você lembra de Entrando Numa Fria? Era engraçado.
Você lembra de Entrando Numa Fria Maior Ainda? Aceitável.
Agora, Focker-in-Law? Só dá pra lembrar da vergonha alheia.
Robert De Niro volta para esse universo com cara de “vou pagar mais um boleto” ao lado de Ariana Grande e Beanie Feldstein, numa continuação que ninguém pediu — nem o roteirista, provavelmente.
Importante lembrar que “Little Fockers foi um desastre e mesmo assim arrecadou mais de 300 milhões. E Hollywood é regida por isso: se deu dinheiro, vai ter mais.”
Só falta a piada com o nome “Focker” ser feita mais uma vez, e a gente poder enterrar esse universo de vez.
4. Michael (dir. Antoine Fuqua)
🧤 Diagnóstico: Biografia com Luva Branca Demais
Um filme sobre Michael Jackson feito em 2026 poderia ser relevante, profundo e necessário. Mas o que temos? Um projeto estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do próprio cantor, com roteiro que — segundo rumores — vai ignorar grande parte das controvérsias.
Biografias tendem a flertar com a bajulação quando envolvem familiares. E nesse caso, parece que o objetivo é exatamente esse: limpar a imagem, suavizar o legado e transformar um dos artistas mais complexos da história num “herói da música”.
A matéria original crava: “O filme vai falhar por parecer tendencioso, evitar assuntos delicados e transformar polêmica em propaganda.”
5. Wuthering Heights (dir. Emerald Fennell)
💀 Diagnóstico: Saltburn 2 – Versão de Época
Depois de deixar metade da crítica dividida com Saltburn, Emerald Fennell retorna com uma adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes que já nasceu com polêmica:
Margot Robbie como Cathy?
Jacob Elordi como Heathcliff?
Charli XCX na trilha sonora?
A proposta é ousada, claro. Mas também soa como mais uma tentativa de chocar por chocar — o que, para muitos, já esgotou no primeiro banho de piscina de Saltburn.
A diretora parece disposta a “destruir material sagrado com uma estética TikTok 4K e erotismo gratuito”. A crítica mais ácida da matéria compara o filme a uma “banheira cheia de água morna e pretensão”.
Conclusão: O fracasso pode ser anunciado, mas o bilhete é coletivo
Claro, filmes surpreendem. Às vezes, o que parece um desastre se torna cult. Mas 2026 está repleto de títulos com cheiro de repetição, oportunismo ou falta de timing — e o público está cada vez mais exigente (e cansado).
Se Hollywood quiser evitar a lista do próximo ano, talvez seja hora de ouvir menos planilhas de investimento e mais o bom senso criativo.
Enquanto isso, prepare a pipoca — ou o balde de memes.
Vai ter bomba.
