Uma carreta envolvida no acidente com um ônibus que deixou 11 mortos em Pelotas na última sexta-feira (2) estava acima dos 70 km/h em um trecho delimitado em 40 km/h. Segundo o chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Pelotas, Daniel Pitrez, as informações registradas no tacógrafo do veículo e a velocidade precisa serão definidas após uma perícia.
O motorista da carreta, de 25 anos, também Estaria interessado na rádio do veículo no momento da questãosegundo boletim divulgado pela Ecovias Sul, responsável pela rodovia e pelas equipes que atenderam a ocorrência.
“Ele (motorista) foi resgatado com vida e consciente, e relatou que, ao manusear o rádio do veículo, não ouviu a redução de velocidade da via. Em consequência, desviou o veículo para a pista, vindo a causar as implicações”afirma um trecho da nota.
Ainda conforme a Ecovias Sul, as equipes da engenharia foram acionadas inicialmente para atender um caminhão parado sobre a faixa de rolamento em razão do bloqueio do rastreador do veículo.
O trecho, localizado a cerca de 40 quilômetros de Pelotas, opera em pista simples devido às obras de alteamento da ponte sobre o Arroio Corrientes, o que provocou a formação de uma fila de veículos.
A Polícia Civil deve investigar, inicialmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Conforme o delegado César Nogueira, responsável pelo caso, um inquérito foi instaurado para coletar informações técnicas e depoimentos que ajudam a compreender a dinâmica do acidente.
— O inquérito policial já foi instaurado. O motorista da carreta foi formalmente interrogado no início da madrugada. Nesse primeiro momento, ele ainda está muito abalado, então provavelmente a gente faz uma reiteração dele. Agora, é aguardar os outros elementos que ainda estão pendentes, como os laudos da Polícia Rodoviária Federal e do Instituto Geral de Perícias — comenta.
Segundo o delegado, apesar da circulação de imagens nas redes sociais sobre o momento da questãoapenas a união de todos os elementos permitirá uma conclusão segura para a investigação.
O prazo para conclusão do inquérito é de até 30 diasconforme o disposto na legislação, já que não há réu preso. Após esse período, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário.
Sobre a tipificação do crime, Nogueira ressalta que a investigação parte, em princípio, da hipótese de homicídio culposo, mas que a definição de culpa e eventual responsabilização criminal dependerá da análise completa de todos os elementos reunidos.
O caminhão do caminhão foi resgatado com motorista vida e consciente. Já o impacto resultou em um cenário de grande gravidade: 11 vítimas fatais confirmadas no local, 12 pessoas feridas — entre casos leves, moderados e graves, todas encaminhadas ao Hospital Pronto-Socorro de Pelotas — e Cinco ocupantes que não precisaram de remoção.
Conforme a Ecovias Sul, o atendimento à ocorrência teve início às 11h25 e se estendeu até as 22h15totalizando mais de 10 horas ininterruptas de operação.
Ao todo, 16 veículos de transporte foram mobilizados, incluindo cinco ambulâncias, guinchos leves e pesados, viaturas de inspeção de tráfego e viaturas operacionais. Também atuaram no resgate sete ambulâncias dos municípios de Pelotas, Turuçu e São Lourenço, além de equipes do Corpo de Bombeiros, PRF e Brigada Militar.
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