Pelo menos 29 palestinos foram mortos na manhã desta quarta-feira (13/08) em diferentes pontos da Faixa de Gaza. Entre as vítimas, dez buscavam alimentos e foram baleadas por militares israelenses na proximidade de centros de distribuição de ajuda administrados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF).
Durante a madrugada, a Cidade de Gaza sofreu fortes bombardeios e disparos de artilharia pesada. De acordo com o correspondente da Al Jazeera, Hani Mahmoud, as explosões começaram na parte oriental da cidade e se concentraram especialmente no bairro de Zeitoun e nas áreas vizinhas de Sabra.

“Foi uma noite sem dormir, com explosões claramente ouvidas durante horas. As pessoas buscavam abrigo desesperadamente enquanto bombas caíam nas estradas principais”, relatou o repórter.

Em Zeitoun, 12 pessoas foram mortas após um ataque aéreo israelense atingir uma residência, segundo informações do Hospital Árabe al-Ahli. Em Sabra, sete morreram em ataques combinados de artilharia e bombardeios aéreos sobre aglomerados residenciais. Outro ataque ocorreu no bairro de Sheikh Radwan, no noroeste da cidade, matando três pessoas.

Em comunicado divulgado no Telegram, militares israelenses afirmam que o chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, aprovou o “conceito central de um plano operacional do Exército na Faixa de Gaza” e  enfatizou “a importância de aumentar a prontidão e a preparação das tropas para o recrutamento de reserva”.

Até agora, Zamir é uma das vozes contrárias ao plano do premiê Benjamin Netanyahu de ocupação total da Cidade de Gaza.

Pelo menos 29 palestinos foram mortos na manhã desta quarta-feira (13/08) em diferentes pontos da Faixa de Gaza
UNRWA

Cisjordânia ocupada

Na Cisjordânia ocupada, as forças israelenses prenderam dez palestinos nas cidades de Qalqilyah, Nablus e Hebron, segundo o Escritório de Mídia de Prisioneiros Palestinos (ASRA). Entre os detidos estão três ex-prisioneiros e um jovem de 17 anos. As forças israelenses também fecharam estradas, montaram postos de controle e realizaram revistas nas casas dos presos.
A crise humanitária também continua a se aprofundar: mais duas mortes por desnutrição foram registradas – um menino de seis anos e um homem de 30 anos –, elevando para 227 o número de palestinos que morreram em consequência da fome forçada provocada pelo bloqueio israelense à entrada de alimentos, água e suprimentos.

Nesta terça-feira (12/08), ao menos 73 palestinos foram mortos em ataques israelenses. O total de vítimas do enclave  supera 60 mil pessoas.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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