Na tarde de quinta-feira, 8 de dezembro, a cidade de Benedito Novo, localizada no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tornou-se palco de um violento assalto a banco. Criminosos utilizaram explosivos para acessar o cofre da agência, fizeram reféns entre funcionários e clientes, e executaram uma fuga que envolveu intensas trocas de tiros com as forças de segurança. A ação, caracterizada pela audácia e pelo planejamento, mobilizou efetivos policiais de diversas corporações na tentativa de conter a quadrilha e resgatar as vítimas, deixando a comunidade em alerta máximo diante da gravidade do ocorrido.
Este episódio em Benedito Novo não é um evento isolado, inserindo-se em um padrão preocupante de criminalidade que tem desafiado a segurança pública catarinense nos últimos anos. As características do ataque – uso de artefatos explosivos, táticas de intimidação e uso de reféns – remetem a uma série de incidentes similares que marcaram o estado.
As forças de segurança intensificaram a perseguição aos assaltantes, utilizando recursos aéreos e terrestres para rastrear o grupo. A coordenação entre diferentes batalhões da Polícia Militar e a Polícia Civil foi fundamental para estabelecer um cerco e monitorar as possíveis rotas de fuga dos criminosos.
O incidente em Benedito Novo
O ataque à agência bancária em Benedito Novo, um dos mais recentes em Santa Catarina, exemplificou a crescente agressividade de grupos especializados em assaltos. Os criminosos demonstraram um alto nível de organização, planejando meticulosamente a ação desde a abordagem inicial até a rota de escape pela região.
Testemunhas relataram momentos de grande tensão quando os assaltantes, armados com fuzis, obrigaram pessoas a atuarem como escudos humanos. A explosão dentro da agência gerou danos estruturais consideráveis e um grande susto para os moradores locais.
Táticas criminosas e o padrão de violência
Os assaltos a bancos em Santa Catarina, especialmente os que envolvem o chamado “novo cangaço”, seguem um modus operandi bem definido. As quadrilhas frequentemente utilizam armamento pesado, bloqueiam vias de acesso aos municípios e fazem reféns para garantir a fuga e intimidar a resposta policial.
Essa escalada na violência tem sido observada em diversas regiões, afetando a tranquilidade de pequenas e médias cidades que, por vezes, contam com efetivos policiais reduzidos. A coordenação entre os criminosos e a brutalidade empregada nas ações representam um desafio constante para as autoridades estaduais e federais.
Histórico de ataques marcantes no estado
Santa Catarina tem um histórico de assaltos a bancos que utilizam métodos agressivos e de grande impacto. Ao longo dos anos, diversos municípios como Criciúma, Tubarão e Chapecó registraram eventos de grandes proporções, onde a audácia dos criminosos resultou em cenas que marcaram a memória coletiva. Nestes casos, a presença de dezenas de assaltantes, o uso de explosivos em série e a tomada de reféns foram elementos recorrentes.
Em muitas dessas ocorrências, as quadrilhas demonstravam um conhecimento aprofundado da geografia local e das vulnerabilidades dos sistemas de segurança. A atuação coordenada dos grupos criminosos permitiu que fugissem com grandes quantias em dinheiro, dificultando a recuperação dos valores pelas autoridades.
* Algumas das características comuns nesses assaltos incluem:
* Uso intensivo de explosivos para arrombamento de caixas eletrônicos e cofres.
* Tomada de reféns, muitas vezes usados como escudos humanos ou para facilitar a negociação.
* Bloqueio de estradas e acessos a cidades para impedir a chegada de reforços policiais.
* Fugas planejadas com múltiplos veículos e, por vezes, rotas de dispersão complexas.
Medidas de segurança e combate ao crime
A resposta das forças de segurança de Santa Catarina frente a esses crimes tem evoluído com o tempo, incorporando novas estratégias e tecnologias. Em 2025, os investimentos em inteligência policial e treinamento de equipes especializadas em ações de alta complexidade foram reforçados para enfrentar essas quadrilhas.
A cooperação entre as polícias Militar, Civil e Federal, além da troca de informações com outros estados, mostra-se fundamental na desarticulação desses grupos. O objetivo é atuar de forma preventiva e repressiva, identificando e neutralizando os criminosos antes que possam executar novos ataques.
* As ações de segurança incluem:
* Monitoramento constante de áreas de risco e rotas de fuga potenciais.
* Investigação de redes de apoio logístico dos assaltantes.
* Capacitação contínua de policiais em táticas de combate a criminosos de alta periculosidade.
* Aprimoramento da tecnologia de vigilância em agências bancárias.
Impacto nas comunidades afetadas
As comunidades que sofrem com assaltos a banco experimentam um impacto significativo que transcende as perdas financeiras. A rotina local é severamente alterada, com fechamento de comércios e um clima de insegurança que persiste por semanas ou meses após o evento. A população, especialmente em municípios menores, sente a fragilidade de suas defesas.
O trauma psicológico em reféns e testemunhas é uma preocupação, com muitas pessoas necessitando de apoio profissional. A percepção de segurança pública é abalada, levando a um sentimento generalizado de vulnerabilidade entre os moradores.
Prevenção e investimentos
A prevenção de assaltos a banco exige um esforço contínuo e multifacetado. As instituições financeiras têm sido incentivadas a investir em sistemas de segurança mais robustos, como blindagem, câmeras de alta resolução e dispositivos de retardo no acesso a valores. A Polícia Civil intensifica a investigação de lavagem de dinheiro, visando descapitalizar as organizações criminosas.
Desafios na segurança bancária
Os desafios para garantir a segurança bancária permanecem complexos, exigindo uma adaptação constante das estratégias policiais. A mobilidade dos grupos criminosos e sua capacidade de adquirir armamentos pesados e explosivos representam uma ameaça constante às agências e à população. A dimensão territorial do estado e a diversidade de cenários urbanos e rurais também influenciam na dificuldade de fiscalização e patrulhamento eficaz.
A constante evolução das táticas criminosas demanda que as forças de segurança estejam sempre um passo à frente, investindo em tecnologia de ponta e em inteligência para prever e neutralizar futuras ameaças. A proteção do patrimônio público e privado, bem como a vida dos cidadãos, é a prioridade máxima nessas operações.
