Um fenômeno chamado de “apagão global” ganha força nas redes sociais nesta terça-feira (17), mas não provoca queda de energia, nem colapso em sistemas elétricos. Na prática, o que acontece é um eclipse solar anular, evento natural já previsto por astrônomos. O termo alarmista circula online, porém não representa risco à infraestrutura mundial. Especialistas explicam que a expressão distorce o fato científico e cria uma narrativa exagerada.

O que de fato acontece

O eclipse solar anular ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre totalmente o disco solar. Como resultado, forma-se um anel luminoso ao redor da Lua, conhecido como “anel de fogo”. Esse efeito impressiona visualmente, porém não interfere em redes elétricas, sistemas de comunicação ou satélites.

Além disso, o fenômeno segue cálculos astronômicos precisos e acontece de maneira totalmente previsível. Portanto, não existe qualquer surpresa técnica ou risco sistêmico.

Por que o termo assusta

O nome “apagão global” sugere interrupção de energia em escala mundial. No entanto, isso não ocorre. Pelo contrário, o eclipse apenas reduz temporariamente a luminosidade natural em áreas específicas. Ainda assim, a circulação de vídeos e textos fora de contexto amplia o medo e reforça desinformações.

Enquanto isso, especialistas reforçam que apagões elétricos reais têm causas técnicas claras, como falhas de transmissão, sobrecarga ou eventos climáticos extremos. Ou seja, tratam-se de situações completamente diferentes.

Onde será possível observar

A visibilidade do eclipse depende da localização geográfica. Algumas regiões conseguem ver o fenômeno de forma parcial ou anular. Outras, por sua vez, não percebem alteração significativa no céu. Mesmo assim, astrônomos recomendam o uso de óculos com filtro solar adequado para quem pretende observar o evento, já que olhar diretamente para o Sol pode causar danos permanentes à visão.

Informação evita pânico

Portanto, não há motivo para alarme. O chamado “apagão global” não derruba energia, não paralisa países e não compromete sistemas de comunicação. Trata-se apenas de um eclipse solar anular, fenômeno natural e previsto pela ciência.

Separar fato de boato faz toda a diferença. Informação correta reduz ruído, evita pânico desnecessário e fortalece o debate público com base em evidências.

Leia também: NASA confirma explosões solares gigantes que podem causar apagão global

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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