A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento alimentar Rosabella Moringa Capsules após a identificação de risco à saúde.
A medida é preventiva e envolve lotes associados a um surto de contaminação por bactéria resistente nos Estados Unidos, segundo autoridades sanitárias.
Produto está ligado a surto internacional
De acordo com a agência, o suplemento é fabricado pela empresa Ambrosia Brands, LLC, a partir da planta Moringa oleifera.
O produto está envolvido em um surto de salmonela resistente a antibióticos de primeira linha, conforme alerta do FDA. A Anvisa informou que não há confirmação de importação comercial no Brasil, mas identificou anúncios em plataformas online, o que indica possível entrada irregular por pessoas físicas.
Entenda o risco à saúde
A bactéria salmonela pode causar infecção entre 12 e 72 horas após o consumo de alimentos contaminados.
Os principais sintomas são:
- diarreia
- febre
- cólicas abdominais
Em geral, o quadro dura de quatro a sete dias, mas pode evoluir para formas graves.
No caso investigado, a cepa identificada apresenta resistência a antibióticos, o que exige tratamentos mais complexos em casos severos.
Crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa estão entre os grupos de maior risco.
Moringa é proibida como alimento no Brasil
A Anvisa reforça que produtos à base de Moringa oleifera não são autorizados no país desde 2019, por falta de comprovação de segurança.
Segundo a agência, não foi possível descartar efeitos como:
- danos ao material genético (potencial risco de câncer)
- toxicidade hepática
Por isso, o uso da planta em alimentos, cápsulas ou chás segue proibido no Brasil.
O que fazer se tiver o produto
A orientação da Anvisa é clara:
- não consumir produtos com moringa
- não comprar suplementos sem regularização
- denunciar a venda irregular aos órgãos sanitários
Anúncios em inglês ou sem informações claras sobre origem são indícios de irregularidade.
Lotes proibidos
A proibição inclui dezenas de lotes do produto, listados na Resolução RE 1.245/2026.
Uso de suplementos exige atenção
A agência reforça que suplementos alimentares não servem para tratar ou curar doenças.
O consumo deve ser feito apenas com produtos autorizados e em condições adequadas de fabricação.
