Divulgação / Patram/Brigada Militar
Conforme a Patram, as irregularidades observadas no depósito da propriedade podem representar risco de contaminação do solo.

Uma fiscalização da Patrulha Ambiental (Patram) encontrou um agrotóxico proibido no Brasil desde 2020 em uma propriedade rural da região do Taim, em Rio Grande. A operação foi realizada nessa sexta-feira (19) em uma fazenda que cultiva arroz irrigado.

Segundo os policiais, foram localizadas unidades de um agrotóxico denominado Gramoxone 200 durante a vistoria. O produto é a base de Paraquat, substância que teve o uso banido no país por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A decisão foi tomada após estudos apontarem riscos à saúde humana, incluindo associação com o desenvolvimento de Parkinson e potencial para provocar alterações genéticas.

Divulgação / Patram/Brigada Militar
O produto é a base de Paraquat, substância que teve o uso banido no país por determinação da Anvisa.

Segundo a Patram, o produto não poderia mais estar armazenado na propriedade. Após a proibição, agricultores que ainda possuíam estoques remanescentes tiveram um prazo para utilização e devolução do material. Este prazo, no entanto, foi encerrado em 2020.

Na propriedade, além do agrotóxico proibido, foram constatadas outras irregularidades, como a ausência de sistema de contenção para eventuais vazamentos e a presença de embalagens armazenadas fora do local apropriado, diretamente sobre área sem impermeabilização.

Já no depósito de defensivos agrícolas, a equipe verificou falta de ventilação adequada e falhas na organização dos produtos, situação que, conforme a fiscalização, aumenta os riscos em caso de vazamentos ou acidentes durante o manuseio.

Ainda de acordo com a Patram, as irregularidades observadas podem representar risco de contaminação do solo, principalmente, em regiões de atividade agropecuária e pela proximidade com áreas ambientalmente sensíveis. 

O material encontrado foi registrado pelos policiais, que encaminharão o relatório da ocorrência aos órgãos responsáveis pela adoção das medidas administrativas cabíveis. O proprietário da fazenda irá responder por crime ambiental em liberdade.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *