Ações de segurança na academia podem evitar acidentes cardiovasculares© José Cruz/Agência Brasil

O Conselho Regional de Educação Física, o CREF 5, divulgou nota técnica com orientações para fortalecer a segurança nas academias. A nota destaca a importância da avaliação prévia, monitoramento de acompanhamento e capacitação em primeiros socorros para profissionais, evitando acidentes cardiovasculares, garantindo atendimento emergencial e intensificando a fiscalização.

Entre julho e dezembro de 2025, ocorreram cinco mortes súbitas nas academias de Fortaleza e região metropolitana, por morte súbita durante o treino.

Elton Gondim, conselheiro e presidente da Câmara de Atividade Física e Saúde do CREF Cinco, fala sobre as medidas que a entidade sugere para prevenir mortes nas academias:

“A exigência de avaliação física do início das atividades, a presença e atuação efetiva de profissionais de educação física habilitados e a capacitação destes, para primeiros socorros, adequação de carga, intensidade e progressão, manutenção de um ambiente seguro, com equipamentos em bom estado.”

Elton Gondim, do CREF, destaca os fatores que levam à morte súbita nas academias:

“A presença de doenças silenciosas, principalmente em mais jovens; algumas doenças cardiovasculares podem ser responsáveis ​​por essas ocorrências; o excesso de carga e intensidade incompatível com o nível do praticante; a falta de acompanhamento profissional; a negligência com sinais de alerta, como tensão, dor no peito e falta de ar; ter informações de fontes que não são especializadas nesse tema, copiar treino de influenciador, utilizar suplementação, principalmente termogênicos, sem ter uma avaliação cardíaca antes.”

O especialista dá algumas orientações para pessoas que desejam iniciar atividades físicas em academias:

“Se recomendam principalmente para pessoas sedentárias e com fatores de risco exames cardiológicos, como eletrocardiograma e, quando é indicado, o teste; aferir a pressão arterial, glicemia e perfil lipídico; avaliação física funcional, essa realizada pelo profissional de educação física. Esses exames ajudam a identificar riscos e orientar a prescrição segura do exercício.”

Essas orientações, no entanto, segundo ele, não se estendem a pessoas que não se enquadram em perfis de risco, principalmente porque a avaliação obrigatória poderia ser um fator desmotivador para quem pratica atividade física. É importante lembrar que o sedentarismo está relacionado às comorbidades; este tem grande impacto na saúde, com evolução de morte e redução de perspectiva de vida.


By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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