Jornal Mato Grosso do Norte
Coletas de análise indicam contaminação na água fornecida à população de AF
José Vieira/ Mato Grosso do Norte
Durante a sessão de sexta-feira, 4, da Câmara Municipal de Alta Floresta, marcada pela aprovação de um requerimento de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Águas Alta Floresta, foi divulgada uma informação alarmante, mas que mereceu pouca atenção.
Conforme o vereador Luciano Silva (PL), a própria AGIRF (Agência de Regulação e Fiscalização) informou, em uma reunião realizada há poucos dias, que a água que a concessionária distribui aos consumidores está contaminada.
Durante seu pronunciamento na tribuna, o vereador afirmou que, em uma reunião com a participação dos vereadores, do prefeito interino, Robson Quintino (MDB), e do prefeito licenciado, Chico Gamba (União), um representante da AGIRF, identificado como Filipe Augusto Silva, que atua na regional da Agência em Alta Floresta, avisou sobre a contaminação da água distribuída à população.
Conforme o vereador, Filipe comunicou aos participantes da reunião que foram colhidas oito amostras para exames laboratoriais. Em cinco das amostras foi encontrada a presença de metais pesados, sobretudo manganês e ferro.
Apesar da gravidade dessa informação, a população de Alta Floresta não recebeu nenhuma informação da Prefeitura, da Câmara Municipal, da Águas Alta Floresta e da suposta agência reguladora.
“Esta é a água que chega nas torneiras e que está sendo consumida pela população”, disse Luciano ao defender a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Águas Alta Floresta.
Veja os riscos para a saúde humana que esses metais representam:
Ferro – A longo prazo, os depósitos de ferro podem causar cirrose, insuficiência hepática, aumento do risco de câncer de fígado e problemas cardíacos sérios. Também podem danificar o pâncreas, prejudicando a produção de insulina e desencadeando diabetes.
Manganês – O manganês em excesso é considerado um metal pesado altamente neurotóxico. Ele pode se acumular no cérebro e causar sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson, como tremores nas mãos, rigidez muscular e fraqueza, além de insônia e dores de cabeça. Em crianças, pode afetar o desenvolvimento cognitivo e intelectual.

