As forças israelenses atacaram o sul do Líbano na noite desta terça-feira (25/08) e nesta madrugada (26/08), com bombardeios aéreos, disparos de artilharia, incêndios e demolições em diferentes localidades.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), um tanque israelense disparou vários projéteis contra al-Mansouri, ao sul de Tiro, enquanto forças israelenses realizaram explosões nos arredores de Sarbine, no distrito de Bint Jbeil.
Aviões de guerra israelenses também atacaram al-Qantara, no distrito de Marjayoun, durante a noite, enquanto bombardeios intermitentes de artilharia atingiram os arredores de Haddatha ao amanhecer.
O jornal libanês Naharnet informou que as cidades de Ali al-Taher e Kfar Remman também foram atingidas. Segundo o veículo, além dos bombardeios, as forças israelenses realizaram ações de demolição, incêndios e destruição de terrenos e imóveis em localidades como Bayt al-Sayyad, Majdal Zoun, Bani Hayan, al-Khiam e Markaba.

Ataques aéreos israelenses atingem cidades no sul do Líbano
National News Agency of Lebanon
Também foram registrados bombardeios de artilharia, disparos de metralhadora, movimentação de veículos militares e incêndios provocados pelas forças israelenses na região. Olivais entre Haddatha e Haris foram incendiados, assim como áreas de Ainata e Markaba.
Os ataques também ocorreram durante o final de semana. No sábado (22/08), houve intensa atividade de artilharia, explosões e ataques aéreos, além da destruição de residências em Bayt al-Sayyad. Segundo a mídia estatal libanesa, nenhuma casa da localidade teria escapado de danos. No domingo (23/08), duas pessoas morreram em outra agressão militar realizada em Dohat Kfar Roummane.
Negociações
As agressões de Israel contra o Líbano prosseguem, apesar das várias tentativas de negociações em torno da implementação de um acordo de segurança, firmado em junho entre os dois países, sem o aval do Hezbollah. No dia 4 de agosto, em Roma, ocorreu a sétima rodada de negociações, prevendo retiradas graduais das forças israelenses do sul do território libanês e a expansão do controle do Exército do Líbano sobre áreas evacuadas.
Dias depois, em 11 de agosto, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que as negociações estavam progredindo, mas declarou: “não permitiremos que Israel permaneça, nem mesmo em um único centímetro de nossa terra, nem que um único soldado de seu exército fique em nosso solo”.
Após novas agressões israelenses, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou os “ataques, incursões, operações de demolição e a destruição sistemática” de Israel no sul libanês como uma “grave violação dos princípios e regras do direito internacional e do direito internacional humanitário”.

