O piloto de um avião de pequeno porte conseguiu sobreviver após acionar o sistema de paraquedas da própria aeronave e realizar um pouso de emergência durante uma situação de pane em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (25).

A aeronave, um Cirrus SR22, de prefixo PR-VMI, caiu em uma área de mata no distrito de Serra Azul depois de apresentar problemas durante o voo. Imagens divulgadas após o acidente mostram o avião descendo com o paraquedas aberto. Na sequência, a aeronave atingiu o solo e pegou fogo.

Paraquedas foi acionado durante a emergência

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o avião apresentou uma pane durante o voo e teria sofrido uma explosão parcial ou incêndio em algum componente. Diante da emergência, o piloto acionou o sistema de paraquedas da aeronave.

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O equipamento, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System) é projetado para sustentar o avião inteiro durante uma descida de emergência, reduzindo a velocidade de queda. O sistema é instalado nos modelos da linha SR da Cirrus.

O acionamento do paraquedas permitiu que o piloto deixasse a aeronave em uma situação de emergência e chegasse ao solo com segurança. Segundo relatos iniciais, ele era o único ocupante.

Piloto foi resgatado por populares

O homem, de 29 anos, foi retirado da região por pessoas que estavam próximas ao local da queda. Ele foi levado inicialmente para uma unidade de saúde de Mateus Leme e, posteriormente, transferido pelo helicóptero Arcanjo para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

As primeiras informações indicavam que o piloto estava consciente e apresentava apenas ferimentos leves. Não houve registro de outros ocupantes ou de vítimas no solo.

O Corpo de Bombeiros mobilizou equipes para controlar o incêndio provocado após a queda. A aeronave permaneceu em chamas em uma área de mata.

Avião havia viajado de Belo Horizonte ao Rio

O PR-VMI havia realizado um voo entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro na segunda-feira (24), um dia antes do acidente. A aeronave deixou o Aeroporto da Pampulha por volta das 14h, com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, e retornou à capital mineira pouco antes das 19h.

Na manhã desta terça-feira, o avião voltou a decolar da Pampulha por volta das 7h34. Cerca de 15 minutos depois, às 7h49, ocorreu o pouso de emergência em Serra Azul. Segundo os Bombeiros, o voo tinha caráter intermunicipal e poderia estar relacionado a uma manutenção da aeronave.

Aeronave estava com documentação regular

Informações do Registro Aeronáutico Brasileiro indicam que o Cirrus SR22 estava em situação normal antes do acidente e não possuía restrições de voo registradas.

O avião foi fabricado em 2013, tem capacidade para cinco ocupantes e estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026.

A documentação regular, porém, não permite determinar a causa da ocorrência. As circunstâncias que levaram à pane, ao incêndio e à queda ainda serão investigadas.

Cenipa vai investigar

Equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionadas para atuar na ocorrência. A investigação deverá analisar as condições da aeronave, o voo realizado, a pane relatada, o acionamento do sistema CAPS e os vestígios encontrados no local.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou a emergência.

O caso chamou atenção principalmente pelo funcionamento do sistema de segurança do Cirrus SR22. O piloto acionou o paraquedas da própria aeronave em meio à emergência e conseguiu realizar uma descida controlada, evitando consequências mais graves antes de o avião atingir o solo e ser tomado pelas chamas.



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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART