Primeiro atentado com explosivo da história do principado mobiliza forças de segurança, reforça patrulhamento e desencadeia caçada internacional ao suspeito.
A imagem de
Mônaco como um dos destinos mais seguros do planeta sofreu um duro
impacto após uma explosão com bomba registrada na noite da última
segunda-feira, dia 29 de julho de 2026, no horário local.
O
atentado ocorreu na entrada de um dos edifícios residenciais mais
sofisticados do principado e deixou três pessoas gravemente feridas,
incluindo o empresário de origem ucraniana, de 58 anos. O caso
provocou forte reação das autoridades e deu início a uma ampla
operação para localizar o responsável pelo ataque.
De
acordo com as investigações iniciais, o artefato explosivo foi
acionado justamente no momento em que empresário deixava o prédio
para seguir em direção à rua. Além dele, uma mulher e um
adolescente de 13 anos também ficaram gravemente feridos. O episódio
é tratado pelas autoridades como a primeira tentativa de assassinato
com bomba registrada na história de Mônaco, um país conhecido pelo
rigor de seu sistema de segurança pública.
O príncipe
Albert II classificou o atentado como um “ato odioso” e
determinou a mobilização imediata das forças policiais e dos
serviços de inteligência do principado. Como resposta ao ataque, o
governo reforçou o patrulhamento em diferentes regiões da
cidade-Estado para transmitir segurança à população e aos
milhares de residentes estrangeiros de alto poder aquisitivo.
A
Promotoria abriu uma investigação por tentativa de homicídio
premeditado e uso de explosivo em área pública. Segundo o ministro
de Estado, Christophe Mirmand, as imagens do extenso circuito de
monitoramento mostram que o suspeito permaneceu diversas vezes nas
proximidades do edifício antes da explosão, aparentemente
aguardando a chegada das vítimas.
Após a detonação, o
homem foi flagrado pelas câmeras caminhando tranquilamente pela
região antes de atravessar a fronteira para a cidade francesa de
Beausoleil. Apesar das buscas conjuntas realizadas pelas forças de
segurança de Mônaco e da França, o suspeito permanece foragido.
O
atentado chama atenção justamente por ocorrer em um dos países com
maior estrutura de segurança proporcional à população. Mônaco
possui cerca de 38,8 mil habitantes e conta com aproximadamente um
policial para cada 70 moradores, índice muito superior ao observado
em grandes países como Estados Unidos e Reino Unido.
Além
do efetivo policial, o principado mantém a tradicional Compagnie des
Carabiniers du Prince, unidade militar de elite encarregada da
proteção da família real. O sistema de vigilância também figura
entre os mais avançados da Europa, com 1.387 câmeras equipadas com
tecnologia de reconhecimento facial, operando continuamente a partir
de um centro de monitoramento.
As medidas de segurança
incluem ainda fiscalizações frequentes de identidade e
investimentos milionários para ampliar a vigilância na fronteira
com a França. Como não existem barreiras físicas entre Mônaco e
Beausoleil, a circulação de pessoas ocorre livremente, fator que
agora passa a receber atenção especial das
autoridades.
Reconhecido mundialmente pelos benefícios
fiscais, pelo mercado imobiliário de luxo e pela baixa
criminalidade, Mônaco atrai empresários, celebridades e atletas de
renome internacional. Entre os moradores estão pilotos de Fórmula
1, tenistas consagrados, músicos e outras personalidades que
escolheram o principado justamente pela sensação de segurança.
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