Um mês depois do grave acidente sofrido pela família Moscon, na RS-122, próximo à Curva da Julieta, em Farroupilha, o adolescente Benício Moscon, 13 anos, recebeu alta hospitalar e vai continuar se recuperando em casa. A alta foi um presente de aniversário adiantado, já que o jovem completa 14 anos no dia 6 de julho.
Acompanhado do pai Paulo Fernando Moscon, da mãe Cristina Dornelles Moscon, da dinda Marlise Moscon, e da avó Lourdes Moscon, o adolescente também foi recepcionado pelos colegas do oitavo ano da Escola Caminho do Saber, onde estuda em Caxias do Sul. Com balões e um momento que emocionou a mãe, Cristina, o jovem chegou ao apartamento onde mora no bairro Vinhedos por volta do meio-dia desta quinta-feira (25).
Ao chegar em casa, Benício definiu que, “por óbvio”, estava feliz. A mãe, que não conteve as lágrimas, disse que ainda há um longo caminho a ser percorrido para a recuperação plena.
— Agora, a gente está focado na recuperação dele e na nossa. Eu e o meu marido já estávamos em casa, só faltava ele. E a gente espera que, com o nosso apoio, com a ajuda da fisioterapia, com as outras questões que a gente ainda precisa ver, que ele volte a ser como era antes, que se recupere. E a gente agradece por ele estar vivo, porque é uma segunda chance que nós três tivemos — resumiu Cristina.
Benício é caxiense, mas os pais são naturais de Santo Ângelo. O resto da família, no entanto, não mora em Caxias do Sul.
— A gente está muito agradecido, não tínhamos noção do tamanho da família que a gente tinha aqui em Caxias. Somos nós três sozinhos aqui, então a gente contou com a ajuda de amigos que a gente nem conhece. Tanta gente me chamando no Facebook, no Instagram, os colegas da empresa, os colegas dele da escola… Amigos que a gente vai ter para toda a vida, como parte da nossa família — emocionou-se.
No dia 30 de maio, os colegas da escola se reuniram em oração no Santuário de Caravaggio para pedir pela recuperação da família. Na época, Benício estava internado em estado grave no Hospital São Carlos, em Farroupilha.
— Eu não lembro de nada (do acidente). O meu marido desmaiou num momento e logo acordou, ele ficou preso entre o banco e o volante e pediu para os bombeiros tirarem primeiro o nosso filho e depois me tirar. O Benício foi o mais grave, porque ele bateu a cabeça, depois ficou sem oxigênio no cérebro. Agora, ele está bem, cada dia está nos surpreendendo com alguma coisa. Ontem, já caminhou da cama até a janela do quarto com o auxílio da fisioterapeuta — orgulha-se Cristina.
