A Suape Energia, localizada no complexo industrial portuário pernambucano, finalizou, nesta quinta-feira (28), a implantação do Projeto Etanol, que contempla um motor movido quase exclusivamente a etanol voltado à geração térmica de energia. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Wärtsilä Energy. A conclusão da implantação marca uma etapa importante do projeto, que agora avança para fase operacional e futura validação tecnológica da solução em ambiente real.
A Energética Suape II S.A. é uma sociedade de propósito específico (SPE) responsável pela operação da UTE Suape II, maior termelétrica a óleo combustível do Brasil, com capacidade instalada de 381,2 MW. O evento reuniu representantes do setor sucroalcooleiro, autoridades públicas, integrantes do governo de Pernambuco, Porto de Suape, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além de executivos e especialistas do setor elétrico e energético.
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Durante a cerimônia, os porta-vozes destacaram o potencial do etanol como combustível estratégico para a geração elétrica, os impactos positivos para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar e as oportunidades que a tecnologia pode abrir para o desenvolvimento de soluções energéticas mais limpas, flexíveis e sustentáveis.
“Não temos dúvida de que o motor a etanol já é uma realidade. Nosso objetivo agora é realizar os testes, validar a geração de energia com ele, demonstrar sua viabilidade econômico-financeira e trabalhar pela sua consolidação como uma solução estratégica”, afirmou o diretor-técnico da Suape Energia, José Faustino Cândido.
“O desenvolvimento do primeiro motor do mundo movido quase exclusivamente a etanol para geração termelétrica reforça o papel do Complexo de Suape na construção de soluções energéticas mais limpas e sustentáveis. A iniciativa fortalece o nosso hub de transição energética, consolidando Suape como ambiente estratégico para inovação e descarbonização”, declarou o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
A diretora-administrativa e representante da Petrobras (acionista minoritária), Giane Ferreira Moreira, acrescentou que o desafio está em tornar cada vez mais conhecidas as vantagens da geração elétrica a etanol como uma energia limpa, estável, de baixo impacto ambiental e com grande contribuição para a geração de empregos, desenvolvimento econômico e independência energética do país.
