Veja o resumo da notícia
- WSL One Ocean: modelo de ESG estruturado em todas as etapas do circuito
- VIVO Rio Pro 2025: 3 toneladas coletadas, 99% reaproveitadas
- Lonas viram 340 mourões de proteção de 1 km de restinga em Saquarema
- Mubadala SailGP Team + WSL: 8 toneladas retiradas da Baía de Guanabara
- R$ 179 milhões de impacto econômico e 6 mil empregos gerados no VIVO Rio Pro 2025
Brasil, Rio de Janeiro e Rio de Janeiro – Cada etapa do circuito mundial de surfe gera toneladas de material descartado: estruturas, lonas, copos, presilhas. A WSL decidiu que esse volume seria, antes de tudo, um ativo. Por meio da plataforma WSL One Ocean, a organização construiu no Brasil um modelo de gestão ambiental em que os resíduos dos próprios eventos voltam ao ambiente como quilhas de prancha, mourões de proteção de restinga e bancos de praça.
Saquarema como laboratório de economia circular
A etapa do Championship Tour em Saquarema, o VIVO Rio Pro apresentado por Corona Cero, é o principal case desse modelo. Na edição de 2025, o evento coletou cerca de três toneladas de lixo, com 99% de reaproveitamento. As lonas da estrutura do campeonato foram convertidas em 340 mourões destinados à proteção de 1 quilômetro de restinga na Praia de Itaúna, ecossistema essencial para a preservação costeira da região. A iniciativa evitou a emissão de aproximadamente 3 mil kg de CO₂ e gerou economia de mais de 12 mil kWh de energia.
O programa de upcycling existe desde 2019 e acumula uma lista crescente de destinos: materiais dos eventos já foram transformados em mochilas, lixeiras, bancos de praça e abrigos de pontos de ônibus. As presilhas plásticas ganham uma destinação que fecha o ciclo de forma literal, sendo convertidas em quilhas de prancha e conectando a sustentabilidade diretamente à prática esportiva. O Promoview já documentou ações da WSL nessa direção, como o Projeto Mar Sem Lixo em Saquarema e a parceria da Natura Kaiak com a etapa brasileira.
Oito toneladas na Baía de Guanabara
A atuação da WSL extrapola a areia de Saquarema. Em parceria com a Mubadala Brazil SailGP Team, a organização retirou mais de oito toneladas de resíduos da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, um dos ecossistemas mais pressionados do país. A ação integra a lógica central da WSL One Ocean: não compensar impacto, mas gerar legado positivo nas regiões onde as etapas acontecem.
Além da gestão de resíduos, a plataforma estrutura diretrizes para redução de emissões, eliminação de plástico descartável e parcerias com cooperativas locais para triagem de materiais. Programas educativos em escolas públicas ampliam o alcance ao longo do Circuito Banco do Brasil de Surfe, chegando a cidades como Salvador, Garopaba (SC), São Sebastião (SP), Torres (RS) e Imbituba (SC).
R$ 179 milhões e 6 mil empregos: o outro lado do legado
Para além dos indicadores ambientais, o VIVO Rio Pro 2025 movimentou cerca de R$ 179 milhões e gerou mais de 6 mil empregos em Saquarema, números que colocam o evento entre os maiores geradores de impacto econômico no litoral fluminense. “Nosso objetivo é que cada etapa deixe um impacto positivo real. O projeto de upcycling é fruto de um compromisso contínuo com o meio ambiente, sempre buscando soluções que tenham utilidade prática para as comunidades locais e contribuam para a preservação dos ecossistemas”, afirma Ivan Martinho, da WSL.
A lógica do legado se repete em todo o Circuito Banco do Brasil de Surfe, que percorre cidades como Salvador, Torres (RS), Natal e Guarapari (ES) com os mesmos protocolos: zero plástico descartável, parceria com cooperativas locais e sustentabilidade integrada às ativações de marca no circuito.
