Israel lançou uma série de ataques contra a infraestrutura energética de Teerã na madrugada desta segunda-feira (23/03), enquanto as forças iranianas lançaram nova operação, com mísseis balísticos e drones sobre Tel Aviv e bases militares norte-americanas na região.

Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), os ataques atingiram instalações de energia e tecnologia em diferentes áreas da capital iraniana, promovendo cortes de energia em pelo menos cinco regiões da cidade.

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Em resposta, o Irã ativou a operação “Verdadeira Promessa 4”, considerada a 75ª onda de sua estratégia militar. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou o lançamento de mísseis balísticos e drones contra instalações militares israelenses e posições de tropas em territórios palestinos ocupados. A ofensiva também atingiu a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, e a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein.

Nesta manhã (23/03), passageiros do Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, foram evacuados para abrigos após sirenes soarem durante o lançamento de um míssil vindo do Irã. Segundo o israelense Canal 12, explosões foram ouvidas no centro de Israel durante tentativas de interceptar um míssil que se aproximava.

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Ameaça de Trump

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse no sábado (21/03), que atingiria usinas nucleares do país em 48 horas caso o estreito não fosse aberto. “Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas, a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e obliterar várias de suas usinas de energia, começando pela maior delas”, ameaçou.

O Irã respondeu, afirmando que em caso de ataque a ilhas ou à costa do país, toda a infraestrutura energética de Israel e no entorno das bases norte-americanas na região será considerada alvo. Teerã também advertiu que bloqueará completamente o Estreito de Ormuz e ameaçou atacar usinas de dessalinização na região do Golfo.

Irã ataca bases militares norte-americanas e reitera soberania sobre Ormuz
Amin Ahouei / Tasnim

“O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas”, reiterou a Guarda Revolucionária, em comunicado. O Conselho Nacional de Defesa do Irã também disse que qualquer tentativa de atacar a costa ou ilhas iranianas fará com que “todas as linhas de comunicação no Golfo Pérsico sejam minadas”.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, disse que a passagem, por onde escoam 20% do petróleo comercializado no mundo, permanecerá aberta a países amigos, mas embarcações dos agressores serão impedidas de transitar. “O respeito à liberdade de navegação só é concebível à luz do respeito à soberania do Estado costeiro”, afirmou o governo iraniano, acrescentando que a responsabilidade por qualquer instabilidade na região deve recair sobre os Estados Unidos e Israel.

 

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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