Miguel A. Lopes / LUSA
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento
Ministro das Finanças entrou no hospital com suspeita de AVC. Afinal, tinha passado por um Acidente Isquémico Transitório.
O ministro das Finanças foi para as urgências do hospital de Santa Maria, em Lisboa, na manhã desta quarta-feira.
As primeiras informações apontavam para uma suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas afinal Miranda Sarmento – que ficou internado para observação – teve um Acidente Isquémico Transitório (AIT).
E não surpreende ter havido associação imediata a um AVC: o AIT é muitas vezes descrito como um “mini AVC”, ou “princípio de AVC”.
Um acidente isquémico transitório (AIT) é um bloqueio temporário e de curta duração do fluxo sanguíneo para o cérebro ou medula espinhal. Costuma durar menos de 5 minutos.
Pode ser causado por um coágulo; o coágulo que provoca o bloqueio costuma dissolver-se por si mesmo ou “soltar-se”, descreve a CUF.
Muitas vezes é ignorado, porque não causa danos permanentes – mas é um aviso. A seguir ao AIT pode surgir mesmo um AVC, ou no próprio dia, ou nos dias seguintes. Ou surgir outro AIT.
O AIT pode afetar a fala, a visão ou os movimentos de determinadas partes do corpo. Como um AVC.
“Há uma zona do cérebro que de um momento para o outro deixou de receber fluxo sanguíneo e isso origina o início abrupto de sintomas. Pode ser uma interrupção da fala, uma perda de força de um dos lados do corpo”, descreve no Observador o neurologista Vítor Tedim Cruz, presidente da Sociedade Portuguesa de AVC.
Qualquer pessoa pode ter um AIT. Mas há alguns factores que aumentam esse risco: tabaco, hipertensão, colesterol, sedentarismo, má alimentação ou excesso de peso.
Estes são controláveis. Outros não são: idade (acima dos 55 anos), histórico familiar, AIT prévio ou doença das células falciformes.
O tratamento passa por diversos medicamentos, cirurgia ou angioplastia.
