Diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG, que faz parte do Grupo Arnone, uma holding com 47 empresas, Paola Vasconcelos Comin de Jesús é responsável pela implementação e monitoramento de métricas ESG em operações internacionais e tem atuação ampla em vários organismos do setor de sustentabilidade. O grupo representa a Kofi Annan Foundation no Brasil e América Latina. Entre os projetos do grupo estão as teses de redução fiscal tributária para sustentabilidade.

Depois de atuar na área de relações internacionais de uma empresa australiana, trabalhando na importação e exportação e commodities, Paola resolveu se transferir para o funcionalismo público, mas ali sentiu a falta de autonomia para se realizar profissionalmente. “Para qualquer iniciativa precisava perguntar para alguém se poderia ser feito, para no final outra pessoa representar a sua ideia.”

Desde então, sua vida mudou. Criou a empresa Gov Global Consultancy, que é uma consultoria especializada em governança pública e negócios internacionais. blocos econômicos.

Ela também está à frente do Programa ESG 20+, em parceria com a Kofi Annan Foundation: “Teremos os próximos 2 anos com muitas ações e o programa tem vários conselhos consultivos. A reforma tributária com isenção de impostos é uma as metas. As empresas precisam saber que investir em sustentabilidade é uma via de mão dupla. Nosso grupo desenvolveu instrumentos para reduções fiscais e tributárias sustentáveis para empresas que investem no meio ambiente.”

Outro ponto que ela destaca é o acordo de cooperação com os três poderes para realizar o pacto de transformação energética que faz parte da proposta do Brasil para a Agenda 2030 da ONU. Paola lidera os estudos para o acordo internacional de cooperação técnica. “Esse modelo que temos no Brasil, os outros países não têm. Nós conseguimos unir a sociedade organizada, os organismos públicos e as instituições privadas, incluindo a Frente Parlamentar. É um case de sucesso que vem repercutindo no Exterior”, ela comenta.

Como secretária de relações internacionais da Confederação Nacional de Agricultura Familiar, tem como objetivo desenvolver estratégias para inserção de produtos no mercado internacional e facilitação de exportação e compliance para cooperativas. “Um produtor familiar sozinho não exporta, mas se juntarmos vários para formar cooperativas dá certo.”

A mulher está no seu foco profissional. Integrante do Grupo Oficial dos BRICS (Woman Business Alliance), ela faz parte dos comitês de segurança alimentar e meio ambiente, desenvolvendo políticas públicas voltadas para mulheres. É diretora-adjunta da Convergência de Mulheres Empresárias do Mercosul, homologada pelo Itamaraty, para garantir a participação feminina nos acordos dos blocos econômicos.

Como podem ver, Paola não para e suas atividades parecem não ter fim. Ela organiza, ainda, missões internacionais e a próxima será em março, quando levará uma delegação de gestores públicos, prefeitos, deputados federais e senadores para Taiwan para visitar a Smart City Innovation Summit – a segunda maior feira desse tema no mundo – e conhecer soluções inovadoras para cidades inteligentes, além de trazer investimentos internacionais.

Paola nasceu no Rio Grande do Sul e saiu garota para Brasília. O pai, Luiz Carlos Comin, era da Aeronáutica e foi um dos fundadores da Infraero. “Eu sempre penso muito na questão do legado do meu pai. Grande parte do que sou veio dele e fui muito abençoada por isso, minha família incentivou minha independência. Nunca tive inseguranças, aceitei o primeiro cargo de chefia quando nem estava formada.”

Quando pensa em sua vida profissional, reconhece que teve grandes oportunidades e soube aproveitar. “Eu conheço 38 países. Em todos os trabalhos, tive a preocupação de não me ligar em partidos políticos. Não tenho consonância com um único partido. Tem coisas na esquerda e na direita que eu concordo, não quero criar um tipo de vínculo único.”

Paola gosta do conforto que Brasília oferece, mas sente que não é o lugar definitivo. De qualquer forma é onde mora ao lado do filho Enzo, de 15 anos. “Tenho a sorte de ter sido casado com meu melhor amigo, ele me apoia e sei que posso contar com ele quando preciso. O tempo que passo com meu filho é precioso, viajamos muito juntos. De sexta a segunda desligo o celular para dar atenção para a família e para os meus cachorros.”

E quando fala cachorros, são muitos mesmo. Atualmente são sete cachorros resgatados na rua, em péssimas condições, que ela levou para casa. Por isso, o maior sonho é ter um centro ou uma fundação para ajudar animais. “Herdei isso do meu pai, metade do salário dele era destinado para os animais, espero deixar um pedacinho do seu legado um dia para bons projetos sociais.”

Outro sonho vem da recordação das viagens de jeep com o pai e irmãos. “Ele nos levava para vários países, foram ótimos tempos, quero fazer o mesmo.”

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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