O Centro Operativo de Emergência (COE) distrital de Chókwè realizou, no dia 31 de Janeiro de 2026, a sua X Reunião, com o objectivo de avaliar a situação da assistência humanitária prestada às famílias acomodadas nos Centros de Chiaquelane, Hókwè e Chinhacanine.
O encontro reuniu representantes das subcomissões técnicas, parceiros humanitários e líderes comunitários, num contexto de resposta contínua às cheias e inundações que afectam a Zona Sul de Moçambique.
Na ocasião, o Coordenador do COE Distrital, Narciso Nhamuhuco, destacou a magnitude do impacto do desastre, afirmando que “o Distrito de Chókwè foi afectado numa extensão equivalente a 88% do seu território, como resultado das cheias e inundações”.
O dirigente apelou à responsabilidade colectiva e à necessidade de uma actuação coordenada, defendendo maior controlo da informação e melhor articulação entre todos os intervenientes no processo de assistência humanitária.
No sector da logística e segurança alimentar, o COE constatou que o armazém distrital dispõe de alimentos suficientes apenas para cinco dias, enquanto o açúcar existente cobre somente dois dias. Face a esta situação, foi orientado que o INGD assegure, com urgência, a reposição de açúcar.
A reunião deliberou ainda que a Subcomissão de Acção Social deve apurar a real necessidade de assistência a duas famílias com crianças com suposta epilepsia.
No domínio das infraestruturas e saneamento, ficou decidido que a Subcomissão de Infraestruturas, em coordenação com a UNAPROC, deve continuar a garantir o abastecimento regular de água nos centros, assegurando que, até às 6 horas, as cozinhas tenham água canalizada. As equipas de limpeza foram igualmente orientadas a expandir as suas acções para mais áreas da comunidade, reforçando as condições de higiene e saúde pública.
A reunião deliberou ainda que nenhum parceiro deve actuar sem o conhecimento do COE, devendo, no próximo encontro, cada parceiro apresentar o seu plano de acção e intervenção prevista. As subcomissões foram orientadas a submeter propostas ligadas à transição para fase de recuperação, incluindo para o momento da autorização do regresso gradual das famílias às zonas de origem, a disponibilização de sementes e meios de subsistência, bem como o reforço da assistência social. (Nota Informativa)
