Frota sustentável da TransjordanoTransJordano consolida práticas de sustentabilidade

Em um movimento estratégico que reflete a crescente exigência do mercado por transparência e responsabilidade corporativa, a TransJordano, empresa com 27 anos de atuação no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), publicou oficialmente seu Relatório ESG 2025. O documento, estruturado com base em indicadores técnicos e metas mensuráveis, detalha o desempenho da empresa nos pilares ambiental, social e de governança, posicionando-a em conformidade com as rigorosas demandas regulatórias que começarão a vigorar a partir de 2026.

A publicação ocorre em um cenário de transformação acelerada do setor logístico. Dados da Bloomberg Intelligence apontam que os investimentos globais em ativos ESG devem atingir US$ 53 trilhões até 2025, enquanto estudos da Amcham e do Pacto Global da ONU mostram que 71% das empresas brasileiras já aplicam práticas de sustentabilidade em suas operações diárias. No TRC, esse movimento é impulsionado por uma combinação de pressão dos clientes por cadeias de suprimentos verdes, critérios mais rígidos para financiamentos e uma iminente nova fase de regulações ambientais.

O CEO da TransJordano, João Bessa, enfatiza que o relatório transcende a função de mera prestação de contas. “O Relatório ESG 2025 é a materialização de uma estratégia de longa data. Ele demonstra que construímos uma operação onde segurança, eficiência e responsabilidade são indissociáveis. No transporte do futuro, a competitividade estará diretamente ligada à integridade operacional”, afirma Bessa.

Um dos principais indicadores apresentados no documento é a marca de oito anos consecutivos sem a ocorrência de acidentes de alto potencial. Este resultado é atribuído a um sistema integrado de gestão de segurança, que inclui a manutenção das certificações ISO 39001 (Gestão da Segurança no Tráfego) e ISO 9001 (Qualidade), além do Selo Ouro de Mobilidade Segura. A operação é monitorada por tecnologias de ponta, como telemetria avançada e o Sistema Alerta, ferramenta interna que registrou, no período, 3.430 Observações para Prevenção de Incidentes (OPI) e 946 Investigações de Quase Acidente (IQA), permitindo ações corretivas proativas.

Programas comportamentais também contribuíram para estes números. A implementação do Programa Mindfulness, com mais de 1.150 horas de treinamento, resultou em uma redução de 75% nas violações de trânsito e 85,7% nos acidentes registrados entre os participantes.

No pilar ambiental, a TransJordano destaca que 99% de sua frota própria é composta por veículos com tecnologia Euro 5 e Euro 6, com idade média de dois anos. Essa composição tecnológica é um fator crítico para a redução das emissões de poluentes locais e de gases de efeito estufa (GEE). A empresa reporta uma redução de 5,6% nas emissões de CO₂ equivalente por quilômetro rodado, métrica acompanhada há oito anos com metodologia padronizada. Todas as unidades veiculares são auditadas pelo Programa Despoluir, da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A gestão de resíduos segue princípios de economia circular. A empresa destinou corretamente 7.779 pneus e promoveu o reaproveitamento de outros 2.357. Além disso, 1.600 uniformes foram reciclados, resultando na produção de 410 cobertores para instituições sociais.

A estrutura de governança corporativa é assegurada por certificações como o SASSMAQ e políticas internas robustas de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), ética e compras sustentáveis. A empresa mantém um canal de denúncias independente e deu início ao processo de adesão a plataformas internacionais como o CDP (Carbon Disclosure Project) e o Pacto Global da ONU.

No aspecto social, além dos programas de saúde e segurança, destacam-se iniciativas como o Saúde em Movimento, que realizou multivacinação infantil impactando 3.560 crianças, e ações de proteção à infância que alcançaram 885 pessoas. A empresa também implementou programas específicos para a formação e capacitação de mulheres no setor de transporte, visando a diversificação da força de trabalho.

A diretora de estratégia e gestão, Joyce Bessa, ressalta a integração do ESG ao core business. “Oito anos sem acidentes graves, investimentos contínuos em frota de última geração e o cuidado sistêmico com as pessoas não são iniciativas periféricas. São o cerne da nossa gestão e demonstram que ESG, para nós, é uma ferramenta operacional”, explica.

Para os próximos ciclos, a TransJordano já estabeleceu compromissos públicos, incluindo a introdução de veículos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) abastecidos com biometano, com meta de 10% da frota até 2027. A nova unidade em Sumaré (SP) será construída com critérios de certificação LEED, utilizando energia renovável e sistema de reuso de água. A empresa também planeja ampliar o uso de tecnologias imersivas, com meta de treinar 20% de seus motoristas em realidade virtual para simulações de alto risco.

O diretor comercial, Jordano Bessa, finaliza relacionando as práticas ESG à confiança do mercado. “Os clientes atuais buscam parceiros logísticos que garantam resiliência e conformidade em suas cadeias. O relatório não é só sobre nosso desempenho passado; é um contrato sobre a nossa capacidade de operar de forma eficiente, segura e regulamente compliant no futuro. Isso se traduz em menor risco reputacional para nossos clientes e em relações comerciais de longo prazo”, conclui.


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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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