Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no acidente que envolveu o descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha e matou, até ao momento, 40 pessoas. A confirmação foi dada por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Membros da Guarda Civil espanhola, juntamente com outros serviços de emergência, trabalham junto a um dos comboios envolvidos no acidente, no local do descarrilamento mortal de dois comboios de alta velocidade perto de Adamuz, em Córdoba, Espanha, a 19 de janeiro de 2026.
Susana Vera / REUTERS
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, os dois cidadãos tratam-se de uma portuguesa que “já se encontra bem e em casa” e de um “outro caso, que foi sinalizado pelas autoridades espanholas”, mas de que não se sabem ainda detalhes relativamente ao estado de saúde.
Três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram
O acidente ocorreu por volta das 19:45 de domingo (18:45 em Lisboa), no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, no Algarve).
Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma “subestação” de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.
O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.
Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
Governo espanhol decreta três dias de luto
O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez. O líder do Governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, “com transparência e claridade”, as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como “uma tragédia” que deixa “dor em toda a Espanha”.
O acidente fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.
Portugal reage à tragédia em Espanha
[Artigo atualizado às 19:51]
