A imagem, que circula nas redes sociais e é destaque na imprensa internacional, mostra o momento em que o fogo terá começado a partir de garrafas de champanhe próximas do teto, com velas decorativas, no bar Le Constellation, na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça. O incêndio devastador provocou mais de 40 mortos e mais de 100 feridos.
Está a correr mundo uma imagem que mostra o momento em que terá começado o incêndio no teto do bar Le Constellation da estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de passagem de ano. A tragédia provocou mais de 40 mortos e mais de 100 feridos, incluindo pelo menos um menor de idade.
Na imagem, é possível ver vários jovens a erguerem garrafas de champanhe próximas do teto, com velas decorativas em formato de foguetes, típicas de discotecas ou bares durante eventos festivos. O incêndio terá alastrado rapidamente através da espuma que revestia o teto do estabelecimento.
“Parecia um filme de terror”
Apesar da investigação ainda estar em curso, que irá apurar se o estabelecimento cumpria todas as normas de segurança, tudo indica que o incêndio tenha começado de forma acidental.
“Havia apenas uma porta de 1,5 metros de largura para 200 ou 300 pessoas saírem. As pessoas caíam, ficavam sufocadas, e assim por diante”, afirmou um dos sobreviventes à imprensa no local.
Oscar, uma das testemunhas do desastre, descreveu os momentos de terror vividos no local: “Todos batiam nas janelas e gritavam. Parecia um filme de terror, mas não conseguiam sair. As janelas eram demasiado grossas e, em seguida, as pessoas caíam umas sobre as outras, saindo totalmente queimadas, com o rosto completamente destruído.”
Donos garantem que “tudo estava em conformidade com as normas”
O casal foi interrogado pelos investigadores como testemunhas, sem terem sido detidos ou formalmente acusados, de acordo com a procuradora-geral do Cantão de Valais, Béatrice Pilloud.
Identificação das vítimas vai ser demorada
De acordo com Bernard Marc, responsável pela Medicina Forense na Unidade Forense de Compiègne, o facto de se tratar de um incêndio torna o processo de identificação das vítimas ainda mais complexo.
“Nas situações habituais de identificação, como as impressões digitais, as mãos são as primeiras a ser destruídas, verdadeiramente destruídas pelo fogo, pelo que os investigadores se veem confrontados com corpos nos quais isso já não é possível. O rosto é destruído, o crânio é rapidamente danificado. O cabelo será severamente queimado. E assim, só se dispõe desta (imagem 3D) e, claro, do ADN, que será o único elemento disponível.”
A complexidade do processo de identificação das vítimas colide com a espera desesperada dos familiares dos desaparecidos, dificultado pelo facto de não se saber, nem o número exato, nem a identidade das pessoas que estavam presentes no local.
Emanuele Galeppini, um golfista italiano de 16 anos, é até ao momento a única vítima mortal formalmente identificada.
[Artigo atualizado às 22:32]
