Na tarde desta sexta-feira (2), um ataque a um carro-forte interditou a Rodovia Luiz de Queiroz entre Piracicaba e Americana, no interior de São Paulo. A ação foi atribuída a uma quadrilha especializada e apresenta características do chamado “novo cangaço”.
Segundo informações do programa de TV Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, entre 10 e 12 criminosos participaram do ataque. O grupo utilizou armamento pesado, incluindo fuzis, e espalhou armadilhas para furar pneus ao longo da rodovia com o objetivo de dificultar a aproximação policial e danificar veículos que passavam pelo local.
Para a ação, os criminosos teriam usado quatro carros. Um deles estava adaptado com um dispositivo conhecido como “fura”, uma abertura na parte traseira que permite o encaixe de um fuzil, possibilitando disparos a partir do interior do veículo.
Após a interceptação, os assaltantes utilizaram explosivos para tentar abrir o cofre do carro-forte. O veículo ficou tombado à margem da rodovia e pegou fogo. Imagens registradas no local mostram chamas e intensa fumaça. Os vigilantes responsáveis pela escolta não ficaram feridos.
A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas e isolaram a área. Não há confirmação oficial se os criminosos conseguiram fugir com o dinheiro. A perícia técnica foi acionada para coletar vestígios.
O ataque provocou bloqueio parcial da rodovia e congestionamentos. A retirada das armadilhas do asfalto atrasou a liberação da via. As buscas pelos suspeitos continuam nas regiões de Piracicaba e Capivari.
Em nota enviada ao portal Metrópoles, a Polícia Militar afirmou que mantém efetivo no local e que está “prestando apoio aos vigilantes, e realiza buscas por meio do BAEP, com apoio de helicóptero da PM”. Segundo a corporação, todas as estradas da região estão sendo monitoradas através do policiamento e do uso de tecnologia.
O GLOBO contatou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e a Polícia Militar em busca de mais informações. Até a publicação deste texto, não houve retorno.
