Oshii havia acabado de lançar Ghost in the Shell (1995), obra que redefiniu a animação japonesa ao explorar questões filosóficas sobre identidade e tecnologia. Cameron veio de sucessos como O Exterminador do Futuro 2 (1991) e se preparou para o impacto mundial de Titanic (1997), consolidando sua audiência como mestre do espetáculo cinematográfico. Otomo, por sua vez, ainda colhia os frutos do impacto de Akira (1988), que havia revolucionado a qualidade das animações japonesas e encantado com a estética, cyberpunk, além de influência toda uma geração de artistas e cineastas.
Para os fãs, essa fotografia não é apenas memória, mas uma isca gatilho para a imaginação. Muitos sempre sonharam com uma colaboração entre os três, especulando sobre como seria um filme que combinava a densidade existencial de Oshii, a grandiosidade técnica de Cameron e a energia disruptiva de Otomo. O fato de nunca ter acontecido apenas aumenta o fascínio: a foto funciona como uma espécie de “universo paralelo”, um vislumbre de um futuro que poderia ter existido.
Décadas depois, continua a ser lembrada como um dos grandes “e se” da história da ficção científica. Não há filme, não há parceria, mas há um sonho coletivo que atravessa gerações. É justamente essa ausência que torna uma imagem tão poderosa: ela não mostra apenas três criadores em Cannes, mas três futuros possíveis que nunca existiram.
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