ICMBio confirma circovírus em 11 aves e aplica multa de R$ 1,8 milhão por falhas graves

As 11 ararinhas-azuis recapturadas no início de novembro testaram positivo para circovírus, vírus letal para psitacídeos, segundo informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foto: Miguel Monteiro/ICMBiook

O ICMBio detalhou que o circovírus, causador da doença do bico e das penas, não tem cura e é fatal na maioria dos casos, embora não represente risco para humanos ou aves de produção. As ararinhas haviam sido repatriadas da Europa, integraram o criadouro conservacionista do programa de reintrodução e foram soltas em 2022 na Caatinga baiana.

Após a confirmação da contaminação, o ICMBio iniciou um protocolo emergencial para isolar aves positivas e negativas e impedir a disseminação do vírus. Vistorias feitas pelo órgão, em parceria com o Inema e a Polícia Federal, identificaram falhas graves de biossegurança no criadouro, como limpeza inadequada e uso incorreto de equipamentos de proteção. A instituição foi multada em R$ 1,8 milhão, além de penalidades anteriores aplicadas pelo Inema.

A coordenadora Cláudia Sacramento afirmou que a contaminação em massa poderia ter sido evitada caso os protocolos tivessem sido seguidos rigorosamente. A manutenção das ararinhas em cativeiro continua essencial para recuperar a espécie, cuja reintrodução depende do manejo ex situ. Mesmo após o fim do acordo entre ICMBio e ACTP, as ações devem respeitar os planos oficiais de conservação, com foco na retomada de uma população estável na Caatinga, especialmente nas unidades de Curaçá (BA).

Fonte: Agência Brasil

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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