Ucrânia sofre novo ataque enquanto delegação viaja aos EUA

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A escalada do conflito no Leste Europeu voltou a ganhar intensidade neste sábado (29), quando a Rússia realizou o maior ataque de drones e mísseis em mais de um mês contra diversas regiões da Ucrânia. A ofensiva, que acontece em um momento decisivo das negociações de paz envolvendo Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, deixou ao menos três mortos, dezenas de feridos e mais de 600 mil pessoas sem energia elétrica, segundo as autoridades ucranianas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que o ataque ocorreu durante a madrugada e destacou que a ofensiva russa mirou principalmente infraestruturas energéticas e instalações civis. Em uma declaração oficial, ele afirmou:

“Os principais alvos do ataque foram infraestruturas energéticas e edifícios residenciais. Há dezenas de feridos e três vítimas fatais.”

O ataque elevou a tensão em um momento considerado crítico para a diplomacia ucraniana: uma delegação de Kiev está a caminho dos Estados Unidos para discutir um novo plano de paz proposto pelo presidente americano Donald Trump.

Ataque atinge capital Kiev e deixa rastro de destruição

A capital ucraniana, Kiev, foi uma das regiões mais atingidas e passou por mais de dez horas de alerta de ataque aéreo. Relatos de fortes explosões e interceptações de drones preencheram a madrugada da cidade. Autoridades locais confirmaram a morte de duas pessoas na capital, entre elas um homem de 42 anos, e pelo menos 15 feridos, incluindo uma criança.

Ucrânia sofre novo ataque enquanto delegação viaja aos EUA

Imagens divulgadas pela Reuters mostraram equipes de emergência tentando acessar edifícios danificados, com fachadas queimadas e janelas completamente destruídas. De acordo com o Ministério da Energia da Ucrânia:

  • mais de 500 mil consumidores ficaram sem energia em Kiev,
  • outros 100 mil na região metropolitana da capital,
  • e quase 8 mil na região de Kharkiv.

A empresa de energia DTEK relatou que 360 mil famílias tiveram o fornecimento restaurado ao longo do sábado, mas milhares ainda permanecem no escuro.

Oficinas diplomáticas em meio a explosões

ataque russo à Ucrânia ocorreu justamente enquanto uma delegação ucraniana viajava para Washington para uma nova etapa das conversas destinadas a revisar o plano de paz em discussão desde as reuniões da semana passada, em Genebra.

A comitiva será liderada por Rustem Umerov, recém-nomeado chefe da delegação após a renúncia do principal assessor de Zelensky, Andriy Yermak. A saída de Yermak aconteceu após ele ser alvo de uma operação policial relacionada a uma investigação de corrupção, situação que aumenta a vulnerabilidade política de Kiev em um momento já delicado.

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Segundo Zelensky:

“Nos Estados Unidos, continuaremos a coordenar todos os desenvolvimentos discutidos em Genebra. Estamos empenhados em um trabalho diplomático sistemático pela paz.”

O plano de paz apresentado inicialmente pelo governo Trump recebeu críticas por supostamente favorecer a Rússia, mas o texto passou por revisões significativas ao longo dos últimos dias, segundo autoridades ucranianas.

Moscou diz que acordo depende de retirada ucraniana

Enquanto a Ucrânia intensifica seu esforço diplomático, Moscou mantém sua postura firme. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta semana que a proposta americana poderia “servir de base para futuros acordos”, mas reforçou uma exigência considerada inegociável por Kiev:

Um acordo só seria possível se a Ucrânia se retirasse de áreas no leste atualmente ocupadas pela Rússia.

Putin afirmou ainda:

“Se não se retirarem, conseguiremos isso por meios militares.”

A declaração evidencia o clima de pressão militar e diplomática que envolve as conversas. Analistas internacionais destacam que, enquanto as negociações não avançam, a Rússia intensifica os ataques para fortalecer sua posição estratégica à mesa.

Defesa aérea ucraniana intercepta maioria dos projéteis

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 36 mísseis e quase 600 drones, incluindo modelos iranianos Shahed e drones russos Gerbera, ao longo da madrugada.

As defesas aéreas ucranianas conseguiram interceptar grande parte dos projéteis, mas não o suficiente para impedir danos severos em áreas críticas de infraestrutura e moradias. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, descreveu a madrugada como:

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“Uma noite extremamente difícil… especialmente em Kiev.”

Kiev vive uma nova onda de ataques desde o início do outono europeu, com a Rússia concentrando esforços em destruir estruturas de energia, repetindo a estratégia usada no inverno anterior para tentar minar a resistência ucraniana.

Reação internacional: Polônia mobiliza jatos militares

A intensidade do ataque também acionou alerta em países vizinhos. A Polônia, membro da OTAN, mobilizou jatos militares e sistemas de defesa aérea após detectar atividade russa próxima ao seu espaço aéreo. O país ressaltou que a ação é “preventiva” e que monitora toda a movimentação na região.

Embora a Polônia não tenha sido diretamente atingida, episódios anteriores em que fragmentos de mísseis caíram em território polonês ampliaram a preocupação internacional.

Cenário diplomático conturbado para a Ucrânia

Além da ofensiva militar, a Ucrânia enfrenta um momento de turbulência política. A renúncia de Yermak, um dos principais articuladores internacionais do governo, em meio a acusações de corrupção gera ruídos na credibilidade diplomática do país.

Para analistas, Zelensky tenta demonstrar solidez institucional ao nomear Rustem Umerov para conduzir as negociações. Umerov já vinha atuando em discussões sobre segurança e defesa e agora terá papel crucial nas conversas que envolvem Estados Unidos e Rússia.

Enquanto isso, uma equipe enviada por Washington deve se reunir com Vladimir Putin na próxima semana, ampliando o quadro de movimentações paralelas na tentativa de avançar em direção a um cessar-fogo ou acordo preliminar.

Conclusão: Escalada militar e incertezas diplomáticas

O novo ataque russo à Ucrânia intensifica a sensação de urgência nas negociações internacionais. A destruição em Kiev, a falta de energia para centenas de milhares de pessoas e o número crescente de vítimas civis mostram que o conflito continua longe de uma solução efetiva.

Enquanto diplomatas viajam entre capitais para buscar uma saída pacífica, o país vive mais um capítulo marcado por violência, instabilidade e pressões internas e externas.

A Ucrânia segue insistindo em uma paz justa e duradoura, mas enfrenta uma Rússia disposta a ampliar sua ofensiva militar caso suas condições não sejam atendidas.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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