Um “Simulado Realístico” de um acidente aéreo com múltiplas vítimas chama a atenção de quem transita pela marginal do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (29/11), na altura da PUC Minas do bairro São Gabriel. O cenário representa a queda de uma aeronave de pequeno porte em área urbana com risco de explosão e dificuldades que seriam possíveis em uma situação real.
Um “Simulado Realístico” de um acidente aéreo com múltiplas vítimas chama a atenção de quem transita pela marginal do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (29/11), na altura da PUC Minas do bairro São Gabriel. O cenário representa a queda de uma aeronave de… pic.twitter.com/Rq3gJkK1QK
— O TEMPO (@otempo) 29 de novembro de 2025
A cena inclui um avião acidentado, carros atingidos durante a queda, além de 33 vítimas espalhadas e gritando por toda a via, cada uma delas precisando de um tipo de atendimento. Viaturas do Corpo de Bombeiro, ambulâncias e diversos agentes dos serviços de atendimento também chegam e saem do local o tempo todo. Tudo feito na tentativa de repetição do cenário de drama e caos que poderia ocorrer.
O evento foi uma realização da secretaria municipal de saúde de Belo Horizonte em parceria com a PUC Minas e diversos órgãos envolvidos no atendimento de urgência.
O desafio é treinar os socorristas para estabelecer um roteiro e ações prioritárias para organizar o atendimento aos feridos, como explica o professor Júlio Santana, enfermeiro e diretor acadêmico da PUC Minas Contagem.
“O treinamento traz ganhos para as equipes que estão na rede SUS, da urgência e emergência, e ganha também para a academia. É uma forma de integração de trabalho em equipe, que melhora o tempo de resposta e a agilidade dessa equipe.
Minas Gerais assistiu a acidentes aéreos recentes e convive frequentemente com acidentes de trânsito que envolvem grande quantidade de vítimas. De acordo com o professor, é para esses casos que o treinamento serve. “Não queremos que aconteça, mas temos que estar preparados”, disse.
Aprimorando
É a terceira e maior edição do evento. Para realização foram mobilizados cerca de 250 alunos da PUC Minas e outras 400 outras pessoas, incluindo agentes dos Bombeiros, das polícias civis e militares, e atendimento da rede de urgência de saúde de Belo Horizonte. Foram oito ambulâncias, além de carros de combate a incêndio e viaturas dos serviços de atendimento.
O secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Danilo Borges, destaca que a ação faz parte do plano de atendimento a esse tipo de ocorrência na capital mineira e que os resultados da simulação serão utilizados para revisão das estratégias da administração municipal.
“É muito importante esse exercício ser executado com certa periodicidade, para que o plano de atendimento às múltiplas vítimas que nós elaboramos seja implementado. A gente pode medir os tempos, medir a resposta dos órgãos e aprimorar tudo aquilo que a gente traz aqui que há de ser aprimorado”, disse.
Segundo ele, serão medidas como foi a resposta das UPAs e dos hospitais, assim como o tempo de atendimento na cena. “Servir para medir quantidade de efetivo e recursos utilizados”, exemplificou.
Shirley Mourão, de 43 anos, é moradora do São Gabriel e auxilia toda a simulação. Ela gostou da experiência. “É interessante. Mas foi muito Samu e ambulância usada; a gente não costuma ver isso em dia comum em acidentes da cidade. Tomara que ocorre também nas situações reais”, avaliou.
Davi Augusto, de 19 anos, foi um dos quatro óbitos registrados no acidente simulado. Ele é estudante de enfermagem na PUC Minas e conta que todo o processo de maquiagem simulando queimaduras no corpo durou cerca de 1h30, ainda assim, valeu a pena. “Uma experiência importante demais para quem tem vontade de atuar na área da urgência e da emergência. É muito bom você ter a dinâmica do cenário, poder vivenciar na pele um pouco do que vai ser trabalhado no ramo”, disse.
Ele conta que o mais difícil foi ficar deitado no sol e que não tinha nenhuma experiência prévia de atuação, mas que gostei.
As ambulâncias e os hospitais envolvidos não sabiam que era uma simulação e foram acionados para atender um caso real.
