Quase metade da população mundial vive em regiões com alto nível de contaminação
28 nov
2025
– 13h30
(atualizado às 15h54)
Um dos maiores estudos globais já realizados sobre exercício físico e qualidade do ar revelou um alerta importante: embora a atividade física continue sendo essencial para a saúde, seus benefícios diminuem significativamente em ambientes com altos níveis de poluição. A pesquisa, publicada na revista BMC Medicine, analisou dados de mais de 1,5 milhão de adultos monitorados por mais de uma década em países como Reino Unido, China, Taiwan, Dinamarca e Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que a exposição prolongada a partículas finas de poluição — conhecidas como PM2.5 — enfraquece a proteção que o exercício oferece contra o risco de morte por todas as causas, incluindo doenças cardíacas e câncer. Ainda assim, os cientistas reforçam: exercitar-se continua sendo benéfico, mesmo em locais mais poluídos. O problema é que os ganhos são bem menores quando a qualidade do ar ultrapassa certos limites.
PM2.5: quando o ar poluído bloqueia os efeitos da atividade física
As partículas PM2.5, com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro, conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. O estudo mostrou que, quando a média anual de poluição supera 25 μg/m³, os efeitos protetores do exercício despencam. Quase metade da população mundial vive em regiões com esse nível de contaminação.
Em condições moderadamente limpas, adultos que realizam ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou vigorosa têm um risco 30% menor de morrer durante o período …
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