Agência de saúde recolheu produtos e impediu o comércio dos produtos ligados às marcas mais vendidas do Brasil 

A Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de oito produtos no país, incluindo cosméticos, alimentos e itens de limpeza. As decisões envolvem contaminação, falsificação e uso irregular de substâncias, segundo dados oficiais.

Recolhimento de sabões líquidos das marcas Ypê e Tixan Ypê

A Anvisa confirmou, nesta quinta-feira (27), o recolhimento de diversos lotes de sabão líquido das marcas Ypê e Tixan Ypê.
As análises indicaram contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, conforme dados enviados pela própria fabricante, Química Amparo Ltda.

Entre os produtos afetados estão diferentes versões de lava-roupas líquido, incluindo Ypê Express, Ypê Power Act e Tixan Ypê.
As medidas incluem suspensão da venda, distribuição e uso dos lotes identificados.

Em comunicado, a Química Amparo afirmou que “se trata de uma medida preventiva e cautelar” e que “o risco ao consumidor é considerado baixo, segundo a autoridade sanitária”.

Produto capilar Smart Hair Micro tem uso proibido

Também nesta quinta, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes do produto Smart Hair Micro – Smart GR, da Klug Indústria Química e de Cosméticos Ltda.

Segundo a agência, o item era registrado como cosmético, mas apresentava características de aplicação invasiva, incompatíveis com essa categoria.
A comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso foram proibidos.

Lote falsificado de toxina botulínica Dysport é alvo de apreensão

A Anvisa ainda determinou a apreensão do lote P08190 da toxina botulínica Dysport.
A empresa detentora do registro, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., informou que não produziu as unidades pertencentes ao lote, apontando indícios de falsificação.

Diferenças visíveis no frasco e no rótulo também foram relatadas pela fabricante.

Óleo de Avestruz Gold Green é recolhido por suspeita de falsificação

Na quarta-feira (26), a Anvisa já havia ordenado a apreensão do Óleo de Avestruz Gold Green, da Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda.
A medida ocorreu após a empresa indicada no rótulo como fabricante declarar que não produziu o item.

A comercialização, fabricação, distribuição e consumo seguem proibidos.

Suplemento com aloe vera é suspenso no país

Outro item suspenso foi o Suplemento Alimentar de Vitaminas C e E com Extrato Natural de Aloe Vera, da NS Produtos Naturais Ltda.

A agência informou que aloe vera não é autorizada para uso em suplementos alimentares e que o rótulo não apresentava informações adequadas sobre a origem da matéria-prima.

Vinagre de maçã da marca Castelo é reprovado em teste oficial

Também na quarta-feira, o vinagre de maçã da marca Castelo teve sua comercialização suspensa.
Segundo o Lacen-DF, responsável pela análise fiscal, o produto apresentou dióxido de enxofre em quantidade não declarada no rótulo.

A substância pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis quando presente acima do informado.

Pó para preparo de bebida e picolé com creatina são alvo de suspensão

O Pó para Preparo de Bebida Vegetal Livestrong/Essential Nutrition foi suspenso após identificação de proteína de fava hidrolisada, ingrediente sem avaliação de segurança para alimentos.

O Picolé de Açaí, Guaraná e Canela Naturalle Ice também foi proibido devido ao uso de creatina — substância permitida apenas em suplementos destinados ao público adulto.

A Anvisa reforçou que as empresas ainda não se manifestaram publicamente sobre as determinações.

Participe: sua opinião sobre segurança sanitária

  1. Você costuma conferir o número do lote antes de comprar produtos? 
  2. Alertas da Anvisa influenciam suas escolhas de consumo? 
  3. Na sua opinião, as fiscalizações deveriam ser mais frequentes?

 



By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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