
A Raízen está se desfazendo também de uma planta de investimentos e outros ativos Foto: Túlio Vidal/Raízen – 14/05/2014
A venda dos ativos da Raízen na Argentina progrediu e caminha para a fase final. Os assessores financeiros da empresa de energia renovável do Grupo Cosan já selecionaram as melhores propostas para a refinaria Dock Sud e uma rede de mais de mil postos de combustíveis. O negócio está estimado em US$ 1,5 bilhão.
UM Coluna Apurou que gigantes internacionais que atuam no segmento de commodities Vitol e Mercuria lideraram a disputa e já negociam com bancos formas de financiamento da aquisição. Trafigura e Gleencore também receberam propostas.
A Mercuria, com sede em Genebra, teve mais de US$ 176 bilhões em faturamento em 2024 e opera em mais de 50 países, entre os quais a própria Argentina. A Vitol, com sede em Genebra e Roterdã, é a maior comercializadora de energia do mundo, somando receitas de US$ 331 bilhões no ano passado.
Além da refinaria e dos postos, a Raízen está se desfazendo de uma planta de transportes, três terminais terrestres, duas bases de abastecimento em aeroportos e ativos de GLP (gás liquefeito de petróleo). A Raízen adquiriu os negócios no país da Shell em 2018. Na época, a refinaria, segunda maior da Argentina, foi avaliada em US$ 1 bilhão.
Grupo Cosan busca desalavancagem
A venda faz parte da estratégia de desalavancagem do grupo Cosan, mas a Raízen não representa sua maior dívida. De acordo com o balanço mais recente divulgado pela companhia, a dívida líquida da Raízen soma R$ 53,4 bilhões, uma alta de 49% em um ano, enquanto a alavancagem subiu para 5,1 vezes, ante 2,6 vezes um ano antes.
O Grupo Cosan também trabalha em uma injeção de recursos na Raízen, que deve acontecer por meio de um aumento de capital com a participação da Shell que, ao lado da Cosan, forma o grupo de controle. Ao comentar o balanço do último trimestre, o CEO da Cosan, Marcelo Martins, disse que há urgência em encontrar solução para a estrutura de capital da Raízen nos próximos 6 meses.
Procurada, a Raízen não comentou, enquanto Vitol e Mercuria não retornaram até a publicação desta nota.
Esta notícia foi publicada na Transmitir+ no dia 27/11/2025, às 14h47
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