Presidente afirma que remoção das taxas seria “desastre total” e promete apoio da Suprema Corte
O presidente Donald Trump contestou nesta sexta-feira (29) a decisão da Corte de Apelações do Circuito Federal dos Estados Unidos, que considerou ilegais a maior parte das tarifas de importação impostas durante seu mandato. A Corte mandou o caso para a 1ª instância. O republicano afirmou que as taxas continuam em vigor e reforçou que vai recorrer à Suprema Corte para manter sua validade.
Em publicação nas redes sociais, Trump chamou a corte de “altamente partidária” e disse que a decisão, se mantida, seria um “desastre total para o país”, enfraquecendo financeiramente os Estados Unidos. Segundo ele, as tarifas são essenciais para proteger fabricantes, agricultores e empresas que produzem produtos nacionais.
A corte de apelações analisou a legalidade das tarifas recíprocas, adotadas por Trump em abril, além de outro pacote imposto em fevereiro contra China, Canadá e México. A decisão enfraquece o uso das tarifas como ferramenta central da política econômica internacional do presidente republicano.
Trump justificou as medidas com base no argumento de reduzir déficits comerciais e combater barreiras comerciais não tarifárias determinadas por outros países. Para ele, a remoção das tarifas prejudicaria trabalhadores e empresas americanas, especialmente no contexto de produção nacional.
A decisão judicial da Corte de Apelações deu mais força à batalha legal envolvendo a autoridade presidencial para impor tarifas, que Trump havia baseado na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), lei usada tradicionalmente para sanções e congelamento de ativos durante emergências nacionais.