Serna retribui confiança de Renato Gaúcho
O Fluminense evitou envolver Kevin Serna na negociação com o Atlético Nacional por Marino Hinestroza. A escolha da diretoria e do técnico Renato Gaúcho mostrou-se acertada na vitória sobre o Internacional, por 2 a 1, no Beira-Rio, pela Copa do Brasil. O colombiano teve papel decisivo no confronto.
Foi no mesmo estádio onde marcou seu último gol com a camisa tricolor que Serna voltou a ser decisivo. Com duas assistências e muita entrega, o atacante foi peça-chave para encerrar a sequência de cinco derrotas do clube. Aos 27 anos, vive um momento de retomada e protagonismo.
Vice-artilheiro do Fluminense na temporada, ele chegou a ser cotado para sair após o Mundial de Clubes. Mas, desde o retorno ao futebol brasileiro, vem sendo aproveitado por Renato Gaúcho e tem correspondido com boas atuações e números consistentes.
Explosão, entrega e confiança renovada
O colombiano já está totalmente adaptado ao futebol brasileiro, fator que pesou na decisão de mantê-lo. Ele não sofreu com lesões e apresenta bom desempenho nos duelos físicos, além de ser uma peça com características únicas no elenco tricolor.
Com sete gols e três assistências em 38 partidas — sendo 20 como reserva —, Serna é o terceiro atleta do Fluminense com mais participações diretas em gols em 2025. Ele também é visto como importante arma de contra-ataque, pela explosão e velocidade.
Além disso, Serna está bem ambientado no elenco e no Rio de Janeiro. Isso facilita sua permanência e sua entrega em campo. No Beira-Rio, mostrou capacidade de decisão e ganhou força na briga por uma vaga entre os titulares.

Serna em ação contra o Inter, pela Copa do Brasil. Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
Renato evita comparações, mas elogia colombiano
Após a vitória, Renato Gaúcho elogiou a atuação e o comprometimento do camisa 19, mas preferiu evitar comparações com Arias. “Ele é bom garoto, gosta de trabalhar e escuta”, disse o treinador.

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Renato ainda destacou a versatilidade do jogador e deixou no ar a possibilidade de Serna ganhar espaço fixo no time: “Quem sabe não ganhamos um substituto do Arias?”, finalizou o técnico, mantendo os pés no chão, mas reconhecendo o valor do atacante.