Uma forte chuva atingiu Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, na tarde deste último domingo (16) e provocou alagamentos no Pronto-Socorro Municipal. A água invadiu quartos, corredores e áreas de atendimento, interrompendo o funcionamento da unidade e colocando pacientes e funcionários em risco.
Pacientes e acompanhantes registraram o caos em vídeos, mostrando móveis arrastados para evitar que a água atingisse os internados. Em vários setores, a água entrou pelos pontos de luz e tomadas, elevando o perigo de curtos-circuitos e acidentes elétricos.
Secretaria de Saúde promete investigação e busca recursos
A Secretaria Municipal de Saúde anunciou o envio de uma equipe de obras para identificar as causas do problema. Em nota oficial, a pasta admitiu que a unidade ainda precisa de melhorias estruturais e revelou que busca R$ 10 milhões para resolver a situação definitivamente.
Nota oficial da Secretaria de Saúde na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Saúde informa que, apesar do Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande estar recebendo melhorias na infraestrutura, ainda há muito o que ser feito. Com relação ao alagamento, está sendo encaminhada uma equipe de obras para verificar qual a causa do problema. A Secretária de Saúde informa ainda que está pleiteando recursos na ordem de R$ 10 milhões para resolver a questão em definitivo.”
População denuncia descaso e cobra soluções imediatas
Pacientes e familiares demonstraram revolta com a situação. Muitos questionaram a qualidade das obras realizadas e criticaram a demora na solução dos problemas estruturais.
O alagamento também gerou preocupação com contaminações, já que a água suja pode atingir áreas críticas da unidade, como enfermarias e salas de atendimento.
Além do hospital, moradores relataram alagamentos em outros pontos da cidade. A falta de um sistema eficiente de drenagem pluvial segue como uma das principais queixas da população.
Perguntas frequentes
A estrutura apresenta falhas na drenagem e infiltrações, permitindo a entrada de água por tomadas e pontos de luz.
Sim, a água pode causar curtos-circuitos, contaminações e dificultar o atendimento médico.
A Secretaria de Saúde prometeu investigar o problema e busca R$ 10 milhões para reformas.